Essa tinta sai da roupa? Seguir o Blog!
19/08/2019. HELIO RODRIGUES
É assim mesmo, especialmente as crianças menores quando lidam com tintas, se sujam mesmo e muito! Essa é uma experiência sensorial que deixa marcas importantes na vida. São marcas que colaboram com o desenvolvimento infantil; já na roupa, dependendo da tinta, pode até sair. Elas pintam braços, pernas e se puderem pintam as barrigas; o que muitas vezes incomoda os adultos, apesar de ser uma forma simbólica de nutrir-se, afinal, a barriga assim como a boca são lugares do alimento. Especialmente com os bebês, se não ficarmos atentos, é para a boca que vão as tintas. Por isso, com esses pequenininhos é melhor pensar nas tintas comestíveis. A importância desses processos sensoriais é tão grande que se não forem vividos, principalmente nesses primeiros anos de vida, mais tarde podem surgir dificuldades cognitivas (pelo distanciamento da pesquisa e consequente das descobertas), afetivas (pelo impedimento do contato em si) e comportamentais (pela inexperiência sensorial / sensível). É tão fundamental o processo das experimentações, que as crianças que não tiveram esse contato direto, após a alfabetização costumam apresentar desinteresse pelos próprios resultados artísticos. Tornam-se críticos. Mesmo que tardiamente, crianças de qualquer idade quando são estimuladas criativamente se nutrem com a oportunidade de viverem esses processos e se re equilibram nas áreas afetadas Já vi pré adolescentes e adolescentes que quando tiveram oportunidade da arte encontraram maneiras de se “sujar” com tintas, argila, cola... e, claro, não pensaram em produto, só queriam viver o prazer do processo. Isso não significa que exista um atraso no desenvolvimento, mas talvez apenas uma imaturidade sensorial, que pode ser ultrapassada com propostas simples de contato direto com os materiais e que valorizem os processos. Aos pais, sugiro que permitam que suas crianças se sujem e, se puderem, experimentem com elas e se sujem também, afinal, atualizar sensações e reforçar sentimentos é sempre muito bom.
Tags: arte-educação





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